Sexta-feira, 7 de Março de 2008
sem amor

Não é assim tão difícil  viver sem amor, já me apercebi disso. O amor, aquele que nos faz doer a alma pela ausência , aquele que nos dá brilho ao olhar, e nós cora com pensamentos impuros, não é assim tão necessário para a vida. Bem, pensam vocês, lá vem esta tipa com a má onda do costume. Nada disso, estou muito bem dispostinha e até bastante risonha. Mas apenas tenho andado a pensar nestas coisas. O meu gajo por exemplo, foi criado sem amor, e anda por aqui de cabeça erguida. Ganhou carapaça relativamente à vida, ao amor, aos sentimentos. E que bem que ele está. Não se fere em coisas estúpidas , não liga se magoa ou não quem dele gosta. Mas mesmo assim vai levando a vida dele, ganhando carinho, ganhando amor das pessoas que estão com ele, apesar de nunca mostrar apreço pelo mesmo. Vida boa, vida sem remorsos, sem culpas, sem dores, sem mágoas, sem feridas de amor. Fere de forma voraz, mas nunca se condói desse golpe. Uma pessoa fria, distante, apática do mundo e das pessoas. Posso censurá-lo? Não! Ele apenas se está a proteger, apenas faz o que lhe foi dito para fazer, o que aprendeu em família . Pois é a família a principal ferramenta na hora da construção dos valores e dos sentimentos. Amor, vaidade, egoísmo, narcisismo, fidelidade, isso aprende-se.

Vivo com ele, e aprendo também, pois ele é agora a minha família, a viver sem amor. Não dói assim tanto. Estou a aprender a criar a tal carapaça que ele usa. A principio ele emprestava-ma quando me fazia falta, mas agora estou a construir a minha própria carapaça. Assim protejo-me como ele da frieza de sentimentos que me rodeia. Viver sem amor afinal não custa nada. Apenas temos de saber lidar com isso.


sinto-me: so style

publicado por soprodavoz às 11:35
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16 comentários:
De poetaporkedeusker a 7 de Março de 2008 às 12:43
Ó Sopro da Voz, desculpe a minha intromissão, mas parece que temos um amigo comum e eu cheguei ao seu post por puro acaso. Aprenda lá a viver sem esse amor que dá arrepios e faz corar de desejo. Aprenda até a usar a tal carapaça que até dá muito jeitinho, sobretudo quando somos jovens e ainda pensamos que os "gaijos" são a coisa mais importante da vida... mas AMOR só é isso numa infinitésima parte! Deixe a carapaça de lado de vez em quando e aprenda outro amor. Um amor total, intemporal, abrangente... não deixe o seu bébé vir ao mundo sem ele!
Um abraço.


De soprodavoz a 7 de Março de 2008 às 16:12
Olá, intromissões destas são sempre benvindas!
Bem eu já não sou da idade em achar que os gajos são a coisa mais importante da vida, mas não deixam de ser importantes. A carapaça é só para proteger, não para afastar, ou isolar-me. Claro que tenho de sentir amor, pela minha filha, pelos meus pais, pelos meus amigos, pela vida, por tudo, mas proteger um pouco não faz mal.
bjokas e volta sempre


De Bichana a 7 de Março de 2008 às 12:51
Oh Joaninha, não me parece que consigas viver sem amor. Tu?? Nah!
Nem tu nem eu nem ninguém. Tu conheces o amor, tu sente-lo na alma e no coração, por isso parece-me impossível. Agora quem nunca o vi nem o sentiu... talvez seja mais fácil. Ganhar uma carapaça, isso é normal. O mundo dos adultos é tramado, temos de o fazer para nos proteger. Mas a mim custa-me... Que te custe menos a ti amiga. Força.
P.S. Esta imagem está o máximo e bem enquadrada com o teor do post, nota 10!


De soprodavoz a 7 de Março de 2008 às 16:16

precisava de uma tartaruga ninja e não de um sapo!
Por eu conhecer o amor, por eu viver um amor, por eu sentir amor, é que a vontade de me resguardar é assim tão grande. Por um lado queria guardar esse amor junto de mim para nunca fugir, mas por outro quero também proteger esse sentimento, esse amor, para que nada o abale. A carapaça é para me proteger, não para afastar o afecto, mas para aprender a ignorar caras feias sem sorrisos.
bjokas


De c911eutopias a 7 de Março de 2008 às 14:05
As carapaças só servem para nos escondermos de nos próprios e do mundo.............nunca nos vão proteger de nada, a não da vontade de viver....... bj


De soprodavoz a 7 de Março de 2008 às 16:18
Hummm, podes ter razão, mas eu acho que protege, abriga, evita que a chuva molhe tanto. O ar entra à mesma, mas as caras feias sem sorrisos ficam de fora e deixam de me afectar.
bjokas


De c911eutopias a 7 de Março de 2008 às 16:22
Acho que acabaste de partir o coração a alguém lolololol .


De mimi a 7 de Março de 2008 às 14:40
Desculpa discordar completamente com o teu post, mas acho que nimguém vive ser amor.
Seja amor de companheiro, de filho, de mãe, de amigos, etc. Neste caso o tipo de amor não interessa, o que interessa é que todos nós precisamos de sentir algum tipo de amor e não acredito que nimguém consiga ser feliz sem o amor.
Bjs


De soprodavoz a 7 de Março de 2008 às 16:20
Carapaça no sentido de protecção e não no sentido de isolamento. Viver sem amor é impossivel, apesar das recordações de amor serem muitas. Mas o amor da minha filha, o amor dos meus pais, dos meus amigos, esse amor consegue sempre entrar no meu abrigo... caras feias é que não ;)
bjokas


De estrelaquebrilha a 7 de Março de 2008 às 14:44
Eu acho que ninguém vive sem amor, podemos tentar, mas acabamos sempre por sentir falta dele,e eu acho que não vais consguir meter essa carapaça, pois tu gostas de dar e sentir amor.
bj


De soprodavoz a 7 de Março de 2008 às 16:22
:D
está tudo contra a minha carapaça... é fixe e confortável. Serve de retiro espiritual, de armadura contra maus karmas e energias nefastas. Energias boas passam sempre, e eu adoro amar e ser amada, por isso...
jokas


De xanata a 7 de Março de 2008 às 17:28
a carapaça é fixe por uns tempos.. ah e tal antes até ficavamos magoadas agora não.. mas depois pensamos.. antes tb ficavamos felizes.. agr nao.. :/ é tipo prefiro subir as alturas mesmo que a queda seja alta.. do que nem sim nem sopas.. *


De soprodavoz a 8 de Março de 2008 às 12:24
hummm eu sou muito diferente, tenho medo de arriscar, só gosto de aportar em porto seguro. Não me consigo atirar de cabeça, por isso uso a carapaça, sempre amortece as quedas se arriscar muito.
bjokas


De Miss Pepper a 7 de Março de 2008 às 23:33
Eu não vivo sem dar ou receber amor. E não tem de ser carnal ou sexual. Este é secundário. O amor a que me refiro é o da minha família, dos amigos, das crianças, dos meus dois bichinhos de estimação e do N., claro está. E estes amores têm ordem aleatória.
Quanto à carapaça, dá jeito em determinadas alturas, para nos protegermos e evitarmos sofrimento. Mas viver sempre com ela, não é viver. Não é provar, ter a emoção da vida.

Xinhus!


De um dos de mim a 8 de Março de 2008 às 02:48
Para este, só posso citar o fim de um poema de José Régio (se não me atraiçoa a memória)...

"Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou,
Mas sei, que não é por aí!"

O poema é lindo, e se por puro acaso não o conheceres, vale bem a pena procurá-lo...
Neste caso, eu adaptaria aquela última frase ao meu comentário, dizendo... não vás por aí... mostrou-me a minha vida (mas quem sou eu??!) que a carapaça, além de na maioria das vezes ser uma merda que só pesa e não protege nada, ainda tem a pujante desvantagem de manter cá dentro todas as dores da nossa própria Alma, que deixam de poder sair... perdem-se, não encontram a paz que tanto querem e revoltam-se ainda mais contra nós mesmos.
A carapaça (a minha!), a única coisa boa que me deu foi, a percepção de que tenho que me livrar dela!

Bjs!


De soprodavoz a 8 de Março de 2008 às 12:48
OH que carapaças!!! Não te preocupes, também está a chegar a primavera, e dentro da carapaça fica calor... a minha é mais tipo escudo protector só entra o que é bom, e o mau tb sai. Apenas a uso se me atirarem pedras :)
bjs
vou procurar o poema, deixou-me curiosa!


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